Segunda-feira, 26 de Maio de 2008
Preciso de tempo.

 

Sentir-me-ia melhor se não estivesse a trabalhar agora.

 

Não quero com isto dizer que não gosto de trabalhar.

Pelo contrário, até gosto, de certa forma. Sou responsável, por vezes perfeccionista.

 

Considero-me também altruísta. E isso cansa. Cansa porque apesar de estar ocupado e ser remunerado apenas no final do mês considero que não estou a aproveitar da melhor maneira o meu tempo.

 

Gostaria de me dedicar um pouco mais a outras actividades tais como sair para espairecer, por um lado. Por outro lado, aprofundar e consolidar os meus conhecimentos de informática e de matemática.

 

Não obstante ter estudado várias cadeiras de matemática na Faculdade e de ter obtido aproveitamento em todas (excepto uma), cheguei à triste e real conclusão: ainda não domino cabalmente todos os conceitos.

 

E isso preocupa-me.

 

Preocupa-me porque não quero ser um engenheiro do tipo Guterres (que fugiu literalmente) ou Sócrates (que tem dado vários espectáculos gratuitos).

 

Preocupa-me porque a matemática é uma ciência muito bonita e poderosa e divertida mas que como tudo requer tempo.

 

E actualmente o que mais preciso é de tempo.

 

Por isso, nada melhor que rever todos os conceitos e fazer um trabalho de pesquisa exaustiva e sobretudo muita, muita prática.

 

Mas essa tarefa tem se revelado praticamente impossível.

 

Porquê?

 

Devido essencialmente o factor tempo.

Preciso de tempo, mais tempo, de muito tempo.

 

De tempo para dedicar-me um pouco mais aos outros e... como podem calcular, essa necessidade também me é extensiva.

 



publicado por amadito às 20:10
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Quarta-feira, 21 de Maio de 2008
Um pouco de incentivo também ajuda!

 

Porquê que neste país só fazem reparos quando algo está mal?

 

Porquê que neste país as pessoas só fazem críticas e normalmente destrutivas?

 

É espantoso como é esporádico verem-se manifestações de incentivo.

 

Por exemplo, no posto de trabalho, se se erra ou se se comete alguma falha (por mais insignificante que seja) automaticamente somos chamados à razão. Por outro lado, quando o trabalho é bem feito, quando nos esmeramos ou quando excedemos as expectativas NUNCA é proferida qualquer palavra de agradecimento, apreço ou incentivo.

 

A norma tem sido: se houver silêncio, i.e., se não houver qualquer feedback, então, por incrível que possa parecer, estamos a trabalhar bem.

 



publicado por amadito às 02:16
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